sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Meu Filho, Meu Tesouro!

Lembro-me tão bem daquele dia, e do impacto que o eco do Teu primeiro choro causou na minha vida.
O meu “boneco” já não era de borracha, cuidar dele já não era um faz-de-conta, e afinal… eu já não era uma “criança”.
Tinha, sobre o meu peito, a Vida que tinha gerado, e sob o meu peito um coração a “rebentar” de Amor. De uma nova, pura e incondicional forma de Amor.
E quando os Teus olhos, do azul mais lindo que já vi, pousaram nos meus, e a Tua pele macia tocou a minha, Tu, que havias saído de mim, entraste por todos os poros do meu corpo.
A partir dali, soube que tudo mudaria...
E mudou!
Lembro-me das histórias de família que criei... do Teu cheiro a bebé que me transportava para um aconchego até então desconhecido... Da responsabilidade de deter nas minhas mãos o "cuidar" de uma vida, que sendo Tua, era minha...
Cuidei, cuidei como soube e pude! Talvez não tenha sabido tudo, talvez pudesse mais... Talvez...
Hoje, quase consigo ver nas Tuas costas um par de asas que abres para voar "sozinho", e a par do orgulho que sinto pela Tua maioridade, não consigo deixar de sentir uma tremenda nostalgia… Nostalgia daquele tempo de sonhos.
Mas os Teus olhos continuam azuis (do azul mais lindo que já vi), a Tua pele continua macia, e os meus poros, ah… os meus poros… Continuam repletos de Ti!
Hoje, só quero que persigas os Teus próprios sonhos, e os alcances. Que sintas, todos os dias da Tua vida, o equivalente à felicidade que eu senti em alguns dias da minha…

Sobretudo, no dia em que nasceste!

Parabéns meu Amor Maior!

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Amar-te...


…É convexar-me na lisura do teu corpo
É ficar assim toda nua…
Só vestida dos teus dedos
É ficar assim toda inteira…
Entregar-te os meus segredos

É ficar assim toda Tua…

E se ousar anoitecer…
Eu pouso a Alma na Lua
E deixo-me adormecer…

terça-feira, 7 de Julho de 2009

...


Hoje, apenas um gesto!
(porque as palavras faltariam...)

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Habeas Corpus...


Enforcam-se as letras nos fios ocultos da Alma
Peças soltas de um puzzle, que não consigo montar
Que não se juntam, não se encaixam, não se querem
Desmaia-me a escrita em canetas sem tinta
Em papeis brancos de nada
Amarrotados…
Dormentes…
E assim estou, doente de palavras moribundas
Sabendo que pouco sei…
Sabendo que sinto demais!

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Para Além do Poema...


Arrepiam-se as palavras no frio da tua ausência
Escorrem pedaços de gelo nas paredes do silêncio,
Congela-se o poema, morrendo inerte na busca de Ti

Fica o poeta,
e o calor imenso de um amor sem fim,
que lhe derrete o coração!

domingo, 14 de Junho de 2009

Enquanto Houver (A)Mar...

Foto By Babes


Sei-te Norte na brisa da Alma
Fogo que a água não apaga
Vela de cheiro, acesa em mim
E navegando o destino
Mergulho no fundo profundo de (A) Mar (Te)


...Enquanto o coração bater...

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Sem Longe e Sem Distância...


(Re)vejo-te em todas as asas que cruzam os céus

Como um Amor alado,
que ensinei a Voar...

sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Always And Forever

Foto By Babes


Deambulo na frágil claridade do crepúsculo
E quando já o Sol se encosta ao fio do horizonte,
Seguro-o um pouco mais…
Até que as ondas se abram, e o Mar o tome nos seus braços,
Assim… Da mesma forma Eterna e Inteira...

Como eu Te tomei nos meus!

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Um Presente... Do Passado


Hoje, ao visitar o blog “Recortes” (albumrecortes.blogspot.com), pertença de uma daquelas Amigas de sempre, deparei-me com o texto que se segue, e que escrevi há exactamente 23 anos, 5 dias e 23 horas… (Meu Deus... há quanto tempo... Nem me lembrava de o ter escrito!)
Ri e chorei ao mesmo tempo… Vá-se lá saber porquê… .
(So far and yet so close)


28/05/1986 D.C.
18h30


Caríssima Colega:
Já vai longe o tempo em que as horas neste escritório, pareciam ter 60 minutos, e em que a euforia de sexta-feira não era tão evidente. Longe vai também a altura em que o zelo pelo trabalho era quase 100%.
Agora
, as horas parecem ter crescido, e arrastam-se pesadas e monótonas ao longo de um tempo que parece parado.
O zelo;
esse morreu e é já nesta altura um "cadáver" carcomido e esquecido nas profundezas recônditas da pouca lucidez que ainda nos resta.
Nada nos
resta, pelo menos a curto prazo, a não ser navegar neste "corcel" de produtos químicos que nos corrói o corpo e o espírito, qual ácido nítrico em contacto com o mármore, e de mármore somos nós, que temos que suportar com uma serenidade e coragem que não possuímos, mas que temos que possuir para podermos comer; vestir; enfim, viver.
Melhores dias virão certamente.
E quando
as horas voltarem a ter 60 minutos, tudo parecerá melhor.



(Melhores dias vieram, e foram, e voltaram a vir…
Assim é a Vida… feita de voltas e revoltas neste carrossel chamado tempo, onde continuo a querer entrar… e estar… .
Obrigada Amiga, por este presente delicioso… Obrigada por todas as gargalhadas e todas as partilhas.
Assim é a Amizade!!).

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Revela-te!


Quem és Tu que vives nos meus sonhos e cantas no meu peito? Quem és, que me escravizas os desejos e me desnudas de vida? Porque te escondes por detrás de palavras mudas e olhares amordaçados? Porque foges, sem dar um único passo, e ficas sem te mostrar? Vives em mim e nem sabes. Ou talvez saibas e queiras simplesmente fingir-te morto… És Humano, ou apenas um reflexo da alma, um fragmento de Ser? Afinal, porque encho o copo e o elevo a saudar-Te? Porque Te fiz nascer em mim? Se ao menos tivesse a tua morada… Poderia dizer-te, em palavras que arrancaria da Alma:

Amo-te, porque te imagino…
Desamo-te, porque não te Sei!

domingo, 24 de Maio de 2009

Sabores...


Trinca-me a Paixão
Mastiga-me o Desejo
E como sobremesa…
Saboreia-me o Prazer

(Hum! E agora?!… ainda queres café?)

...............:))................

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Vem-Ser

Foto by Babes


A frescura desta manhã de quase sol
O cheiro da maresia, a luz do meu farol
O azul de um céu que chama o Verão
O abraço que aniquila a solidão

A metade de mim que é a mais bela
Os lírios que espreitam à janela
O sol que se descalça de manhã
Minha história de amor, meu Peter Pan

Minha vaga, minha chuva, meu amante
Minha estrela polar, vento levante
Minha esperança, minha luz, minha quimera
Meu cristal de quartzo, mundo-esfera

Minha lua, minha tela de Rembrandt
Meu horizonte na orla da manhã
Meu azul, meu sal, minhas marés
Porque o meu destino… Já Tu és!

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Coragem


Derrubei as paredes que há muito tempo me sobravam
Levantei os pés do chão, que a cada passo escasseava
Afoguei todos os medos nas ondas de um novo querer
Enderecei um “curriculum” ao lado de cá da Alma, e…
Fui aceite!
Tenho nova profissão...
VIVER!!
:))

domingo, 10 de Maio de 2009

Dança das Palavras


Gosto do Sapateado das palavras,
Alinhadas, ruidosas, metálicas…
Gosto do Tango das palavras,
Sensuais, quentes, sussurrantes…
Gosto da Valsa das palavras,
Serenas, rodopiantes, leves…
Gosto da Salsa das palavras,
Dengosas, alegres, recíprocas…
Gosto do Bailado das palavras
Sentidas, silenciosas, esguias…

Gosto de dançar com as palavras…
E “fazer Amor” com elas!!

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Será Que A Noite Sabe...?

Foto by Babes

Há dias tão incrivelmente belos
Que até a noctívaga Lua
Se esgueira da sua rua
E vem à janela vê-los


Serão os meus olhos, ou a Lua está sorrindo?

terça-feira, 5 de Maio de 2009

Destinos Cruzados...

Foto by Babes
Ali... No sítio da camisolinha amarela :)

Fiz a pergunta…
E a resposta apareceu,
Onde só os Anjos escrevem!!


Porque nenhuma “viagem” nos leva para longe do Nós…


segunda-feira, 27 de Abril de 2009

(Re)Encontros...

Olhos pousados no azul imenso do Mar,
Perdidos em lembranças, achados em desejos…
Ao longe, com três mastros e todas as velas recolhidas
Um barco dança com a maré, num “pas de deux” que só eu vejo
Farrapos de brancas Nuvens brincam às escondidas com o Sol…
Aqui… bem mais perto, a brisa sacode um tapete de Malmequeres
Levando-lhes ínfimas partes de vida, que atapetarão outros espaços…
Uma saudosa e inebriante sensação entra no carro e senta-se a meu lado.
Damos as mãos…
Fecho os olhos por instantes, e respiro fundo…
Reabro o livro que havia pousado, e retomo a leitura… em paz!

É a Vida a acontecer…
Lá fora…
Cá dentro…

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Bem-Vos-Quero


Hoje, ofereço uma flor aos que vieram no meu coração

Que ela seja apenas a primeira do jardim que Vos desejo

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Parir... o Poeta


Despeja-se o interior do peito, no verso do poema
Palavras escritas em espelho, na dourada moldura do Sentir
Gritos sussurrados ao vento, na íngreme encosta do Desejo
E assim, como se de arvores se tratasse,
Enraízam-se as palavras do poema, no solo fecundo da Alma
Chovem gotas de Sonhos, do céu azul dos Afectos

E da gestação do Amor…
Nasce o Poeta!

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Fala-me de Amar... O Mar...



Fala-me do (a)Mar...

Diz-me…
Quanto da sua fúria é feita das tuas lágrimas
Quanto do seu sal, cresceu na secura da tua boca
Diz-me…
Dos desabafos que despejas nas marés
Dos sulcos, que descalços, os teus pés desenham na areia
Diz-me…
Do barulho das ondas, no corpo silencioso das rochas
Do canto das sereias, e dos acordes dos fios dos seus cabelos
Diz-me…
Da alva maciez da espuma, que se esconde na bainha das ondas
Da nudez pura do corpo das conchas, que se espreguiçam ao sol
Diz-me…
Da cor azul, dos sonhos em estado líquido
Dos peixes, que brincam à roda de mãos dadas
Diz-me…
Do brilho da lua, a reflectir prata na imensidão do Mar
Do calor do sol, a pintar de verão o cheiro da Vida
Diz-me…
Da delícia de pousar o olhar, na ténue linha do horizonte
E de lá, deixar o corpo partir… em gotas de pensamento.

Diz-me…
Para onde ir…
O que fazer…
Se um dia…
O (A)Mar morrer

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Poemar em dó(r) maior...


Vidas largadas ao vento
Sonhos rasgados à mão

Sentir, tornado tormento
E no peito, solidão
É mais do que um vendaval
Maior, que a “dor” de morrer
É no Mar, só haver sal
É só querer adormecer
Caem paredes, cai chão
Fica o céu em tom cinzento
Emudece o coração
Fica o sangue, sem alento
Falecem todas as flores
As árvores, desenraízam
São nossas, todas as dores
E no peito se eternizam
O sol arrefece, então
Da chuva, secam as gotas
Toda a gente é solidão
Nenhuma ave, está solta
E tudo isto acontece
Com a ”morte” de um Amor
O mundo todo estremece
Toda a Vida perde a cor
.......


Depois… é esperar o tempo
Da ferida cicatrizar
Deixar-se voar no vento
E pousar num outro Amar



(Para Ti, que como eu, navegaste em altas ondas num barquinho de papel...)

!Terra à Vista!

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Whisper...


Sussurro o Teu nome com sede de Ti.
Soletro-o, em quatro letras que o coração criou,
E descanso na melodia de te saber aqui!

Do lado de dentro do que sou!

A M O R

segunda-feira, 30 de Março de 2009

Sopro de (quase) Vida


Respiro-Te,
Sorvendo cada partícula do ar que sai de Ti.
E contenho o fôlego,
Numa demora bastante
Para que o ar de Ti me entre no sangue,
E me percorra todo o avesso do corpo.
Assim fico…
Inebriada de um mágico sentir,
Contendo o fôlego…
mais e mais…
Para que fiques em mim,
Até ao fim… Do fim
.
.
.
Do fim

terça-feira, 24 de Março de 2009

(Des) Venda (me)


Tapo-me toda...
Deixo apenas o olhar a reflectir as palavras
Que nenhum esquecimento esmaga




So-le-tra-me o olhar...

sexta-feira, 20 de Março de 2009

Florir...


Hoje…
Abro as pétalas do meu corpo
E visto-me de Primavera

Assim…
Como uma flor que desabrocha

quarta-feira, 18 de Março de 2009

Abro alas...

Foto: Babes
Algures na terra dos sonhos


Ponho asas nas margens do pensamento
Aliso as águas, no leito de todos os rios
Pinto o vento, de uma cor por descobrir
Faço de um único grão de areia, a minha praia
E de uma única gota de Mar, o meu abrigo
Na mesa, a branca toalha de linho,
O bolo de chocolate,
As chávenas de porcelana…

A água ferve no lume…

Escancaro a porta da vida
Espalho pétalas no chão
Abro alas…

Vêm Sonhos a caminho
Vou tomar um chá com eles…

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Fecham-se os olhos...


Mordo a luz da Lua na escuridão da noite
E ficam-me nos dentes pedaços de Estrelas.
Sinto o arrepio, na pele calma da noite tingida…
O sussurro do Vento a envolver-me a cintura…
Os dedos da Brisa nas ondas dos meus ombros…
E em pungente delírio, danço toda a noite com a noite
Até que uma mão, para lá do horizonte, comece a pintar o dia
E o Céu se vista de azuis com cheiro a alfazema…
(Abrem-se os olhos...)

sábado, 7 de Março de 2009

Até já...

Vou Subir nas asas do vento

Colher flores com o olhar

Trarei...

A Primavera nos olhos...


;))

quarta-feira, 4 de Março de 2009

Tua!


Abandono-me, nua, ao toque do cetim
Viajo o pensamento na lembrança do teu corpo
E esboçam-se na pele montanhas de arrepio.
Fecho os olhos e quase te sinto…
O teu peso a navegar-me as ondas,
Os teus dedos sorrateiros nos rios da minha nascente,
Os teus lábios desejosos do sal deste Mar que é teu…
Assim fico, na espera do tempo que me separa de ser tua,
Até que a vida surja, vestida do teu corpo...
E o sol nasça no quarto!



(...Já vou ser todinha Tua...)

terça-feira, 3 de Março de 2009

Laço(s) Tornado(s) Nó(s)


O olhar procura-te,
A mão toca-te,
A pele funde-te,
A boca mastiga-te,
A língua saboreia-te,
O corpo pede-te,
O desejo possui-te,
O prazer fala-te,
O gozo grita-te,
O coração transborda-te,



A Alma... Tem-te!!

sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Doce Espera


Aprisiona-se o beijo à lembrança da Tua boca
Quedam-se os lábios...
Entreabertos
Molhados
Ávidos
Gulosos
Coloridos
Promissores
…Até ao novo encontro…

.

.

.

.

.

...Com os Teus...

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Flor de Ti


Desabotoa-me o corpo,
Meu Amor
Como quem desfolha um “bemmequer”

Cheira-me o relento dos seios,
Meu Amor
Por onde escorrem gotas do orvalho do teu corpo

Passeia-te nas curvas do meu jardim,
Meu Amor
Onde cada “passo” teu é uma pétala

Faz-te abelha em Primavera,
Meu Amor
Sorve-me o pólen, prova-me o mel…

Saqueia-me
Meu Amor

Quero ser flor de Ti






Meu Amor

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Meu Sol


Esta noite, vou mergulhar no Mar
Pescar o Sol com um fio de Luar

Falar-lhe de Ti e do nosso Amor
Dizer-lhe que sem Ti, me falta calor

Que os braços Teus são raios de Luz
E de tantos olhares, só o Teu me seduz

Que só no Teu corpo descubro prazer
E só dos Teus lábios, eu quero beber

Que fazes nascer flores no meu peito
E que o Nosso Amor, é mais que perfeito

Que o resto do mundo podia acabar
Porque é só Contigo que eu quero ficar

Pedir-lhe por fim que não tenha ciúme
Porque o Sol é cheiro, mas Tu és perfume

Esta noite, vou mergulhar no Mar
Pescar o Sol com um fio de Luar

Ensinar-lhe o caminho da Tua janela
Pedir-lhe que vá, e se pendure nela

terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Sei-Te!


Sei as formas do Teu corpo, tal como sabes as minhas…

Caminho-Te de olhos fechados

E não me perco…

Porque Te sei cada poro, e Te respiro cada sopro,
Conheço-Te cada suspiro, adivinho-Te cada desejo,
Sei-Te o rosto ao acordar, o desalinho dos cabelos,
Sei-Te a voz, sei-Te os sussurros,
Sei-Te o suor, sei-Te a pele,
Sei-Te o gosto,
Sei-Te inteiro…

E perco-me…

Na loucura de Te descobrir, sabendo-Te
E querendo saber-Te mais e mais…
Porque Tu estás para além de Ti
Estás no Céu, e nas Estrelas,
Estás no Mar, e no Sol, e na Montanha,
És o Mundo…

E como podes Tu, sendo tanto
Caber assim… Inteiro
No meu peito?

sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Marés de Mim


Sou maré em permanente correria

Por vezes...

Onda lânguida que desmaia no beijo da areia

Por vezes...

Onda, que em enfurecido despudor,

Arranca a roupa da praia,

E ali mesmo a possui...

Deixando-a grávida de espuma

Dias de Falta... Na Falta dos Dias...


Há dias…

Em que é amargo o sabor da comida,
Por falta de partilha…

Em que são pesadas as palavras,
Por falta de quem as ouça…

Há dias de tremenda solidão…

quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Ecos de vindouras memórias


Repetem-se os gestos no quotidiano da Alma
Que soltam a brisa nas manhãs de calma

Peregrinos são os sonhos, na dança do pensar
Perfeita é a planagem, a rasar o Mar

Salpicos de ondas no rosto da Vida
A devolver-lhe a carícia que julgava perdida

E entre a Esperança e o amanhecer
Um breve passo de dança
Uma pequena gota de querer

Inúteis...



…As serapilheiras imundas com que tentam cobrir-me
Sempre serei transparente!!


(E também eu, tenho um vestido às bolinhas)

:))

terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Sempre... Como da Primeira Vez!


O Teu toque
Ao rasgar-me a pele…
Ao esculpir-me a carne…
Ao apertar-me as formas…

O meu abandono
Ao deleite dos Teus dedos…
Ao murmúrio da Tua voz…
Ao fogo do Teu desejo…

A nossa ânsia
No encontro das bocas…
Na oferenda dos corpos…
No gozo da paixão…

A nossa paz
Corpos saciados…
Olhos nos olhos…
Mãos enlaçadas…
Juras de amor…
Vidas refeitas…

Mais que Perfeitas!

Mãos


São…
Extremidades da Alma
Artesãs dos Afectos

E nas minhas...
Te Abrigo
(Queres?)

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Post Scriptum


P´ra prevenir novas quedas,
Forrei o coração

(Guardei-o a quatro mãos)

:)

Amor aos pedaços


Dei-to...
Envolto em papel de entrega
Com um laço da minha cor

Porque o deixaste cair??

sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Estás (me)


Na rebentação do desejo…
Na imensidão do Querer…
No profundo azul de (a)Mar…

Sou maré-cheia de Ti!!

sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Tatuada...


Tenho, tatuadas nos lábios
letras feitas de silencio…

Palavras que o Teu beijo me deixou…

terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Antíteses



Era o barulho de um silêncio absoluto,
Por entre frágeis galhos de Árvores nuas
O tempo tinha morrido, havia luto
E só as sombras caminhavam pelas ruas






Lá longe, adormecido, estava o Mar
Não morto, pois que nunca há-de morrer
Mesmo que muitas, as dores por que passar
Sempre há no Mar, a força de um Querer


segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Pergunto-me...


...Quantos cantos tem a Vida...


(Alguém me responde?)

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Quero-te!


...No arrepio do corpo
...No calor do peito
...Na imensidão da alma

Quero-te sem reticências
Quero-te e ponto (de exclamação)

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

O despertar...


De mão sonolenta e pesada calava o despertador, cujo som metálico e frio, enchia o quarto. Anunciava-se a hora do afastar dos corpos, e eu, com uma vontade que contrariava o tempo, deixava o doce e cálido aconchego dos teus braços, e ainda dormente, ajeitava-te a roupa e pousava-te um beijo no rosto. Um beijo que recebias com “aquele” encolher de ombros , de quem gosta de ser mimado. E ali ficavas, na fronteira que separa o sono do acordar, durante o tempo do meu duche, quase sempre rápido, para que sobrasse tempo para Ti.
Era então chegada a hora do teu despertar, e eu, ainda de toalha enrolada no corpo, entrava no quarto, devagar… e acordava-te…
Substituía-se o som metálico e frio, pela voz suave com que te dizia: “Acorda Amor”, e pelos beijos quentes com que te brindava o rosto. Enchia-se o quarto de carinho… E Tu, carinhosamente… Despertavas!

quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Partilha...


Abro a janela do peito, e ofereço o Sol ao mundo

Porque hoje...

Todo o Sol me está por dentro!

terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Entrega!

Assim, me entrego ao teu abraço
Desnuda... Inteira... Eterna...
E nasce um jardim
...no meio de mim...

domingo, 18 de Janeiro de 2009

A distância do olhar...


Espreguiço o olhar no horizonte,
Que hoje, o nevoeiro empurrou para mais perto
E descubro que afinal há dias, em que o horizonte é já ali…

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

...


Emergir de Ti e subir...

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Contadora de histórias...


"Conta-me uma história", pedias-me com música na voz, enquanto te aninhavas no meu peito…. E eu, percorria a imaginação e com ela inventava uma história que invariavelmente começava com: “Era uma vez”…. Depois, em voz baixa para não te despertar e dedos de carinho com que te alisava os cabelos, ia inventando, um a um, os personagens de uma história de encantar, a que dava sempre um final feliz. (Não queria que partisses para os teus sonhos com a ideia que também há histórias com finais menos felizes) … Queria que dormisses um sono tranquilo e por isso te dizia sempre: “Dorme em paz amor, que eu tomo conta do teu sono”… E tu lá ias, pousando serenamente nos braços de Morfeu, e no meu peito “abandonavas” o teu corpo, que se tornava mais pesado lentamente. Quero acreditar que sonhavas com os personagens das histórias que te contava, mas nunca saberei ao certo, porque o mundo dos sonhos de quem dorme, é um mistério que apenas pertence ao próprio. E eu sempre respeitei o teu mundo…
Foi há quanto tempo tudo isto? Um ano, dez anos, cem anos? Que importância tem o tempo, se ainda hoje todas as histórias de “embalar” começam com: “Era uma vez”… E terminam com finais felizes?
Ainda que passem mais cem anos… E que eu deixe de existir…


“Era uma vez…”

Ondas da Alma...

Sento-me à chuva e invento um Mar só meu…
Feito de sonhos azuis que me inundam a Alma
E de desejos salgados que me correm nas veias
Um Mar só meu…
Um Mar de mim…


(porque quero sonhar, sonhar muito, sonhar tudo, sonhar sempre)

Linhas sentidas...


Olhou no espelho… viu-se inteira! E apesar de ter notado no rosto, mais uns sulcos abertos pelo arado do tempo, gostou do que viu.
Catalogou cada um desses sulcos, e soube que mais não eram do que uma espécie de mapa dos sentires. Orgulhou-se do passado, e sorriu…
Afinal, sobrava-lhe ainda muito espaço p'ra sentir…
Muitos mapas p'ra escrever!


(Porque as emoções só findam quando a vida morre)

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Perseverança...


Arde a Alma em tons de verde
E paciente espera à janela,
Que a chuva acabe…

sábado, 10 de Janeiro de 2009

oD ossevA


Era uma história sem história,
Perdida talvez… numa Era, que não era de fingir.
O cavalo, que não era branco, chegava sem príncipe,
E a Bela, que não era bela, despertava para sempre…


(Porque tudo tem um avesso)

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

E...


... Entre o aqui e o agora...
Sempre sobrará um espaço...
Sempre sobrará um tempo...


Para ser feliz

quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Tenho...


...Um Gato a Preto e Branco...
Que me trouxe cor à vida


:)




(Não é uma gracinha?...)

Um dia na vida da Vida... (post 100)



Calçou os ténis e saiu em passos seguros, sem pressas ou atrasos, sentindo sessenta segundos por minuto. Nem mais, nem menos…
O tempo era real, como real era o Mar onde pousava o olhar, ou as gaivotas que lho faziam voar.
Sentia o calor ameno de um sol de Inverno que visitara o céu, e que a espreitava por entre nuvens de branco e doce algodão. Também o vento estava presente, suave e gentil brincava-lhe entre os cabelos, que usava soltos.
Passeou junto ao Mar durante horas, sentindo em cada hora sessenta minutos… O tempo continuava real.
Plena de azul e sal, subiu a serra… Percorreu caminhos de terra, ladeados de árvores que abraçavam o céu. Ouviu a canção dos pássaros e o hino fresco das nascentes que desciam pelas encostas beijando as pedras. Folhas secas e galhos inertes gemiam sob os seus pés, pedindo clemência. Fez-se leve para lhes poupar a dor…
Plena de Natureza, voltou a casa… Tinha passado um dia em que sentiu vinte e quatro horas. Nem mais, nem menos…
Chegou sem pressas ou atrasos, sem fadiga ou preguiça, sem altivez ou submissão, apenas convicta do seu valor.
Sabia que algumas vezes teria de deixar os ténis e equilibrar-se em saltos finos e longos…
Pois que assim fosse! Nada é imutável… Nada é linear…
E a VIDA, esta VIDA de que falo, sabia-o!

(Talvez tudo não passe de uma questão de calçado)

terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Intimidades...


Guardo-te na intimidade de mim

Como se eu fosse casa…
E tu botão…
Como se tu fosses flor…
E eu jardim…

segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Evasão...


É banho de lua crescente
É um quase-frio que me arrepia
É um evadir-me de mim, ir na torrente
É nas estrelas encontrar a calmaria

domingo, 4 de Janeiro de 2009

Utopia...


Mergulho na quimera de existir,
Para que o Mar seja o Mundo em que adormeço…
E o Mundo, um Mar que acorde em mim.

sábado, 3 de Janeiro de 2009

Aos amigos e visitantes...


Quando iniciei este blog, que tem aliás muito pouco tempo, fi-lo pelo prazer da escrita e também, de alguma forma, para deixar de o fazer em pequenos papeis que acabava por deixar num canto e inevitavelmente perder. Não nego também (nem me envergonho de o dizer) que o comecei numa fase complicada da vida, e que o mesmo, para além de me dar um imenso prazer (ou talvez por isso mesmo), serviu também para alguns “desabafos” da Alma, só possíveis a quem tem sentimentos.
Fiquei feliz por cada comentário Vosso, uns dando-me “força”, outros mostrando que compreendiam, e até partilhavam do que escrevi. Pode a escrita não ser perfeita, nem a isso tenho pretensões, mas é seguramente uma escrita que vem de “dentro”.
Os comentários de outros Blogger’s estão obviamente identificados, e os outros, embora anónimos, identifico-os eu… Sei exactamente de quem são!
Até que há uns tempinhos atrás, começaram a “aparecer” comentários anónimos, de índole jocosa e ofensiva, que eu obviamente não aprovei e que pretendiam seguramente perturbar-me a paz.
Ora, como não estou para me dar ao trabalho de os ler para depois apagar, e como não pretendo (pelo menos para já) deixar de escrever, sou forçada a não permitir mais comentários anónimos. Tenho obviamente pena, por não poder continuar a receber comentários daqueles que não estando registados me acarinharam e respeitaram, mas, esses terão concerteza outra forma de "chegar a mim"…

Deixo um beijo e um sorriso a todos os que aqui passaram, e que, gostando ou não do blog, o respeitaram.

Agradeço a todos esses!!

Obrigada :)

Excelente 2009

quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

No céu também se ama...


Subo nas asas do falcão. O vento, quente e doce, beija-me o rosto, subtrai-me as memórias, ateia-me a vida.
Voando entre os azuis de um mar calmo e de um céu profundo, sinto o paladar do infinito. Descanso a razão no branco das nuvens que aqui e ali pincelam o céu, e aninho-me nos braços da paz.
Subo mais e mais… Estou a um passo do tecto do mundo…
Então… o falcão pousa no ponto mais alto do cosmos, e eu, em bicos de pés… desenho Amor no Céu.

Acordo… Era um sonho que havia despertado enquanto eu dormia…
O último sonho do ano…
O primeiro dos anos que me restam.

terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Inch Allah!


O pó do tempo cola-se-te ao corpo, tornando-se lama
Cimenta-te a vida, pregando-te ao chão.
E nem mais um passo te é possível,
Deixas de caminhar… Morre-te o que foste, o que és, e o que nunca serás…
Pereces… encardida, moribunda
Do pó que semeaste!
Cumpre-se a Lei do Eterno Retorno!

No lugar do outro...


A justiça nunca anda descalça…
Calça sempre os “sapatos” do outro!

Una...


Sou…

Duas metades do mesmo sentir,
Unidas pelo desejo de querer
O esquerdo e o direito…
Do mesmo lado!

...


Não escrevo tudo o que sinto...
Mas sinto, tudo o que escrevo!

Inevitável...


Há rosas caídas, nos jardins da memória…
Há memórias caídas, num roseiral...

Busca...


Hoje quero escrever, escrever, escrever, até que me doam os dedos ou até que apodreça esta mágoa em mim.
Calo-me, mas fala o olhar… E as palavras que a boca não diz, soltam-se em gotas do rio dos meus olhos.
Para onde quer que olhe, para onde quer que me vire, tudo desmorona… Como se o mundo fosse um castelo de cartas… e o dia de tempestade.
Tento conter-me, mas nem sempre consigo… e deixo neste meu canto a escrita que me desnuda, quando me despejo em palavras.
Abraço, porém, a minha rota, guiando-me pela bússola da Alma
Procurando o meu Norte...

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Em coma...


Um silêncio que não pedi paira no ar. Já não se ouve a melodia das vozes nem o buliço das máquinas. Assisto, também eu silenciosa, ao coma do que quase foi a minha casa.
Não quero que morra, mas não sou eu quem pode salvá-la… E se morrer, e quando morrer, procurem nos escombros e tentem salvar as gotas de suor, os risos, a alegria e a esperança que lá deixei…

Devolvam-me tudo, para que eu sinta que afinal…

Não foi em vão!

Desaprender!



Somaram-se os dias neste ano que agora finda. Vagarosamente, um após outro, escreveram-me a negro na pele.
Foi um ano em que aprendi pouco e desaprendi muitos e importantes princípios.

Desaprendi, ao aprender em não confiar …
Desaprendi, ao aprender que devo pensar duas vezes antes de presentear alguém…
Desaprendi, ao aprender que palavras como sempre e nunca não devem ser usadas…
Desaprendi, ao aprender o enorme erro que é entregarmo-nos a alguém…
Desaprendi, ao aprender que alguns amigos, nunca o foram…
Desaprendi, ao aprender que, (salvo honrosas excepções), não importa quão bem tratemos as pessoas, sempre haverá um momento em que nos viram as costas…
Desaprendi, ao aprender que existem pessoas realmente más, capazes dos mais hediondos feitos para conseguir o que (não querendo) querem…
Desaprendi, ao aprender que há feridas que deixam cicatrizes indeléveis…
Desaprendi, ao aprender um novo sentimento…
..............
..............
E depois de tanto desaprender... Aprendi a gostar-me mais!

Por ter confiado!
Por ter dado pelo prazer de dar!
Por ter dito sempre e nunca!
Porque me entreguei!
Por ter sido amiga!
Por ter tratado bem!
Por não virar as costas!
Por não ter sido má!
Por não ter ferido!
Por ter Amado!

Vai-te 2008, despeço-me sem saudade!

P’ró ano Quero-me de Volta!!

domingo, 28 de Dezembro de 2008

Ser...


Eu… Apenas Eu…
Bastar-me…
Depois… Voar p’ra Ti!


(Haverá melhor forma de me dar por inteiro?)

Remember...?



1.300 dias
31.200 horas
1.872.000 minutos
112.320.000 segundos

(…E foi assim que começou…)



terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Porque é preciso!


Antes que ontem se apague
Que hoje se esgote para sempre
Que seja amanhã por um dia…

Antes do virar das costas
Do avesso do querer
Do arremesso da mágoa…

Antes da dormência nos dedos
Da falência do peito
Do esvaziar da Alma…

Antes do começo de nada…
Depois do fim de tudo…
Abraço-me...

E resgata-se o desejo de viver!

segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Sem rede...


Bastaria um abrir de mão e deixá-lo-ia voar...
Mas é aqui, do lado esquerdo do peito que o preciso. Aqui, onde me aquece o corpo e me mantém a vida. Aqui!
Sossega coração… Não queiras voar tão alto…
Não vão as asas quebrar-se e despedaçares-te no chão…

Se eu fosse Deus, teria posto, ouvidos no coração!

Nascente...


Um fio de água tímido, nasce-me na Alma e agiganta-se em riacho no vale do meu peito.
Deixo-me ir… ao “sabor” ondulante da corrente, viajo sem destino. Vou onde o meu riacho me levar…
Aquietar-me-ei no rio, no Mar, ou simplesmente numa das margens de mim…
Pouco importa p’ra onde vou… Há “coisas” que não são como terminam, são como começam…
O importante é saber que todo o riacho tem uma nascente…
E o meu… Nasce no melhor sítio de mim…

Na Alma!


domingo, 21 de Dezembro de 2008

Tributo...


...A Ti...

Pelo arrepio que me deixas na pele...

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

...


Toca-me…
Faz-te melodia em mim…
Escuta-te!
(és capaz?)

Essência...


No princípio de mim, eu era terra. Grãos soltos de terra. O céu chorou e fui argila. Em bruto, disforme.
Dei por mim, rodando entre as mãos de um oleiro. Ganhei forma.
No meio de mim, eu era o vaso cor de barro, que alberga a terra e a flor. Ganhei essência.
No percurso de mim, muitas foram as mãos que me moldaram… Mãos de amigos, mãos de amores… Umas tornaram-me escultura, outras devolveram-me à terra. Umas avivaram-me a cor, outras pintaram-me de negro.
Afinal, somos assim… Moldados por todas as mãos que nos tocam a alma.
Neste trajecto de vida, assumi formas diferentes mas fui fiel à essência… Albergo a terra e a flor.
Mudei quem souNão mudei o que sou!!

Somos só um...


Passeias-me os dedos no corpo, e uma febre súbita me arrepia a pele. Rendo-me à delícia do teu toque, e cativa de ti me abandono. Já não sou mais minha. Por todo aquele tempo de toques e abraços, deixo de me pertencer, e entrego-te nas mãos a minha vida.
Somos um, sendo dois!
Os corações sintonizam-se, batem no mesmo compasso, acelerado… sedento… Mistura-se o suor dos corpos, e emana no ar um odor único… irrepetível… Só nosso…
Somos um, sendo dois!
O calor da tua voz no meu ouvido, os sussurros de desejo, o entrelaçar de mãos, o estremecer do corpo, os gritos de paixão, o atordoar do desejo que despertaremos de novo, o choro da paz… O enlace das Almas...
Somos um, sendo dois!

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Agarra-te!


Submergiste num mar de enganos, julgando mergulhar em águas claras.
E agora, só te sobram as mãos…

Agarra-te!!

terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Vento...



Vento gelado, cortante, feito de gumes de faca e de feridas no corpo. Sopro as mãos e não aquecem… Bolsos?! Não tenho! Romperam-se e esvaziei-me por eles, em ínfimas partículas derramadas pelo chão.


Já o sangue perdeu a cor e o interior se não veste de vermelho
Fiquei assim… vazia de mim… da cor do vento…

Pobres de Espírito!


São tão fáceis as palavras…
Há quem as diga sem sentido e quem as diga sem sentir, e há até quem faça as duas coisas. E de entre estes há ainda os que têm preferência em “usar” palavras “doces” e os que preferem “usar” palavras que “doem”, mas sempre com o intuito de enganar o “parceiro”, que quando se apercebe que está a ser trapaceado, está quase morto pelo colesterol elevado ou de tal maneira fragilizado que facilmente sucumbe.
Last but not least, temos aqueles do tipo, “faz o que eu digo mas não faças o que eu faço”. Esses são os politicamente correctos, donos de uma correctíssima teoria mas de um desprezível comportamento, e, na minha perspectiva os piores e mais perigosos de todos, já que em dez palavras que proferem, nove e meia são “cenário”.
Eu até pediria a estes espécimes não raros (de onde, obviamente se excluem os que escutam) um pouco mais de respeito com as palavras… Mas tenho consciência que de nada adiantaria…

Pois se nem a eles próprios se respeitam...

Pobres criaturas!

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

?


Serão as lágrimas azuis...?
Ou é o Mar o que vejo?

domingo, 14 de Dezembro de 2008

Sede


Sou flor que ninguém rega...
Quero embriagar-me de chuva!

Voo



Não sou pássaro nem borboleta... tenho o peso do meu corpo a proibir-me o voo…
Vou ficar aqui, acalentando o sonho de ser leve e partir para onde o vento me chamar…
Hoje, (ainda) não consegui voar.

Talvez amanhã…

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Untitled


Cresce-me um nó na garganta
Sussurra-me a chuva nos olhos
Congela-se-me o sorriso
Estou entre aqui e lugar nenhum
Sou eu no meio de mim
Sou meia eu
Sou…

Vi-te...


…No esplendor da lua
E ao ver-te… fiz-me noite,
P’ra que habitasses em mim…

...E a transbordar de ti…
Adormeci!

Por vezes...


Toda a vida acontece num abraço!

Lá longe...


…Onde o sol brilha mais forte
E a imensidão se perde,
Deposito o pensamento
Penso-te… Penso-me…
E ao pensar-nos…
Existimos!

Imaginário...


Partir…
Do exterior de mim

Levantar Voo, planar
Sobrevoar o azul
Aquecer-me ao sol

Chegar…
Ao avesso de mim

terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

!...?


Negros dias,
Brancas noites,

E tanta cor por descobrir…

...Eternamente...


Quisera eu agarrar o tempo
Em que estiveste comigo...

Caminhar...


Viro a página, não a rasgo...
Porque em todas as páginas viradas
Está gravada a História de um passado
Que me foi querido
E me vai ensinando agora
O melhor caminho para depois

Isto sim, é caminhar!!

sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Aqui!


Por dentro das palavras,
De Alma nua, e Peito oco
Ecoa o som de Te querer...

AQUI!

Tens...



Tanto de (A)mar em teus olhos
Que eu... de tanto os pensar...

Tornei-me em espuma.

Tempo...


No deserto do eterno
Peguei um punhado de areia
Inconsistente...
Fugaz...

E baptizei-o de Tempo!

Vermelho...



É vermelho o meu sentir
Feito de seiva e paixão
Cravado a fogo na pele

Como se o sangue me estivesse por fora...