
Fala-me do (a)Mar...
Diz-me…
Quanto da sua fúria é feita das tuas lágrimas
Quanto do seu sal, cresceu na secura da tua boca
Diz-me…
Dos desabafos que despejas nas marés
Dos sulcos, que descalços, os teus pés desenham na areia
Diz-me…
Do barulho das ondas, no corpo silencioso das rochas
Do canto das sereias, e dos acordes dos fios dos seus cabelos
Diz-me…
Da alva maciez da espuma, que se esconde na bainha das ondas
Da nudez pura do corpo das conchas, que se espreguiçam ao sol
Diz-me…
Da cor azul, dos sonhos em estado líquido
Dos peixes, que brincam à roda de mãos dadas
Diz-me…
Do brilho da lua, a reflectir prata na imensidão do Mar
Do calor do sol, a pintar de verão o cheiro da Vida
Diz-me…
Da delícia de pousar o olhar, na ténue linha do horizonte
E de lá, deixar o corpo partir… em gotas de pensamento.
Diz-me…
Para onde ir…
O que fazer…
Se um dia…
O (A)Mar morrer
Quanto da sua fúria é feita das tuas lágrimas
Quanto do seu sal, cresceu na secura da tua boca
Diz-me…
Dos desabafos que despejas nas marés
Dos sulcos, que descalços, os teus pés desenham na areia
Diz-me…
Do barulho das ondas, no corpo silencioso das rochas
Do canto das sereias, e dos acordes dos fios dos seus cabelos
Diz-me…
Da alva maciez da espuma, que se esconde na bainha das ondas
Da nudez pura do corpo das conchas, que se espreguiçam ao sol
Diz-me…
Da cor azul, dos sonhos em estado líquido
Dos peixes, que brincam à roda de mãos dadas
Diz-me…
Do brilho da lua, a reflectir prata na imensidão do Mar
Do calor do sol, a pintar de verão o cheiro da Vida
Diz-me…
Da delícia de pousar o olhar, na ténue linha do horizonte
E de lá, deixar o corpo partir… em gotas de pensamento.
Diz-me…
Para onde ir…
O que fazer…
Se um dia…
O (A)Mar morrer
6 comentários:
Querida Babes, escreves tão bem...hj estás mais filosófica...mas eu responde-te que o (a)mar está sempre em nós, na alma que deambula ao sabor da paixão pela maré do amor...que somos sereias, farol, ilha ou náufragas consoante as tonalidades e cinza-verde-azul e a espuma que beija o areal.
Tudo é poesia à beira-mar palntada na magia do horizonte!E nós temos sorte, aqui tão perto do (a)mar que nos purifica e inspira.
Bj, noite feliz
Minha querida o Mar não ade morrer, sossega.
Quanto ao Amar esse poderá, se não for bem alimentado, bem tratado, poderá enfraquecer com o passar dos tempos.
Mas se amares com sinseridade,carinho, honestidade, e furor não o deixarás enfraquecer, será eterno.
Que um anjo te ilumine
Beijinhos
Descansa amiga que o mar ha-de sempre viver e restar-nos como escape no sofrer de um amor perdido
quanto aos amores morrem uns mas temos sempre a esperança de um novo amanhecer
beijos de quem te quer bem
Bel
O mar não morrerá, e novas ondas e vagas virão, sempre diferentes...
Tal como o Amar,que renascerá com mais intensidade, com ondulações, que vão e vêm.
Há que aproveitar a energia das ondas, ora mais fracas ora mais fortes que nem tsunamis.
Há (A)mares também assim.
Beijos e continue a escrever assim (tão bem).
Linda Amiga:
Uma bela mensagem poética da ligação do mar com o amor.
Um poema profundo. Lindo. Magnífico, saído da sua sensibilidade terna. Repleto de extraordinária pureza e beleza do seu sentir doce.
Parabéns sinceros.
Adorei! Vê-se o que deseja da vida, da sua forma de estar e ser com carinho e ternura no seu imenso poder.
Beijinhos amigos de respeito, estima e consideração.
Sempre a lê-la atentamente com admiração...
p.p./Pena
Bem-Haja, amiga preciosa!
Babes,
Texto simplesmente fascinante.
Mas escolho esta passagem..
"Diz-me…
Para onde ir…
O que fazer…
Se um dia…
O (A)Mar morrer"
Beijinhos
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