domingo, 18 de janeiro de 2009

A distância do olhar...


Espreguiço o olhar no horizonte,
Que hoje, o nevoeiro empurrou para mais perto
E descubro que afinal há dias, em que o horizonte é já ali…

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

...


Emergir de Ti e subir...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Contadora de histórias...


"Conta-me uma história", pedias-me com música na voz, enquanto te aninhavas no meu peito…. E eu, percorria a imaginação e com ela inventava uma história que invariavelmente começava com: “Era uma vez”…. Depois, em voz baixa para não te despertar e dedos de carinho com que te alisava os cabelos, ia inventando, um a um, os personagens de uma história de encantar, a que dava sempre um final feliz. (Não queria que partisses para os teus sonhos com a ideia que também há histórias com finais menos felizes) … Queria que dormisses um sono tranquilo e por isso te dizia sempre: “Dorme em paz amor, que eu tomo conta do teu sono”… E tu lá ias, pousando serenamente nos braços de Morfeu, e no meu peito “abandonavas” o teu corpo, que se tornava mais pesado lentamente. Quero acreditar que sonhavas com os personagens das histórias que te contava, mas nunca saberei ao certo, porque o mundo dos sonhos de quem dorme, é um mistério que apenas pertence ao próprio. E eu sempre respeitei o teu mundo…
Foi há quanto tempo tudo isto? Um ano, dez anos, cem anos? Que importância tem o tempo, se ainda hoje todas as histórias de “embalar” começam com: “Era uma vez”… E terminam com finais felizes?
Ainda que passem mais cem anos… E que eu deixe de existir…


“Era uma vez…”

Ondas da Alma...

Sento-me à chuva e invento um Mar só meu…
Feito de sonhos azuis que me inundam a Alma
E de desejos salgados que me correm nas veias
Um Mar só meu…
Um Mar de mim…


(porque quero sonhar, sonhar muito, sonhar tudo, sonhar sempre)

Linhas sentidas...


Olhou no espelho… viu-se inteira! E apesar de ter notado no rosto, mais uns sulcos abertos pelo arado do tempo, gostou do que viu.
Catalogou cada um desses sulcos, e soube que mais não eram do que uma espécie de mapa dos sentires. Orgulhou-se do passado, e sorriu…
Afinal, sobrava-lhe ainda muito espaço p'ra sentir…
Muitos mapas p'ra escrever!


(Porque as emoções só findam quando a vida morre)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Perseverança...


Arde a Alma em tons de verde…
E paciente espera à janela,
Que a chuva acabe…

sábado, 10 de janeiro de 2009

oD ossevA


Era uma história sem história,
Perdida talvez… numa Era, que não era de fingir.
O cavalo, que não era branco, chegava sem príncipe,
E a Bela, que não era bela, despertava para sempre…


(Porque tudo tem um avesso)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

E...


... Entre o aqui e o agora...
Sempre sobrará um espaço...
Sempre sobrará um tempo...


Para ser feliz

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Tenho...


...Um Gato a Preto e Branco...
Que me trouxe cor à vida


:)




(Não é uma gracinha?...)

Um dia na vida da Vida... (post 100)



Calçou os ténis e saiu em passos seguros, sem pressas ou atrasos, sentindo sessenta segundos por minuto. Nem mais, nem menos…
O tempo era real, como real era o Mar onde pousava o olhar, ou as gaivotas que lho faziam voar.
Sentia o calor ameno de um sol de Inverno que visitara o céu, e que a espreitava por entre nuvens de branco e doce algodão. Também o vento estava presente, suave e gentil brincava-lhe entre os cabelos, que usava soltos.
Passeou junto ao Mar durante horas, sentindo em cada hora sessenta minutos… O tempo continuava real.
Plena de azul e sal, subiu a serra… Percorreu caminhos de terra, ladeados de árvores que abraçavam o céu. Ouviu a canção dos pássaros e o hino fresco das nascentes que desciam pelas encostas beijando as pedras. Folhas secas e galhos inertes gemiam sob os seus pés, pedindo clemência. Fez-se leve para lhes poupar a dor…
Plena de Natureza, voltou a casa… Tinha passado um dia em que sentiu vinte e quatro horas. Nem mais, nem menos…
Chegou sem pressas ou atrasos, sem fadiga ou preguiça, sem altivez ou submissão, apenas convicta do seu valor.
Sabia que algumas vezes teria de deixar os ténis e equilibrar-se em saltos finos e longos…
Pois que assim fosse! Nada é imutável… Nada é linear…
E a VIDA, esta VIDA de que falo, sabia-o!

(Talvez tudo não passe de uma questão de calçado)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Intimidades...


Guardo-te na intimidade de mim

Como se eu fosse casa…
E tu botão…
Como se tu fosses flor…
E eu jardim…

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Evasão...


É banho de lua crescente
É um quase-frio que me arrepia
É um evadir-me de mim, ir na torrente
É nas estrelas encontrar a calmaria

domingo, 4 de janeiro de 2009

Utopia...


Mergulho na quimera de existir,
Para que o Mar seja o Mundo em que adormeço…
E o Mundo, um Mar que acorde em mim.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Aos amigos e visitantes...


Quando iniciei este blog, que tem aliás muito pouco tempo, fi-lo pelo prazer da escrita e também, de alguma forma, para deixar de o fazer em pequenos papeis que acabava por deixar num canto e inevitavelmente perder. Não nego também (nem me envergonho de o dizer) que o comecei numa fase complicada da vida, e que o mesmo, para além de me dar um imenso prazer (ou talvez por isso mesmo), serviu também para alguns “desabafos” da Alma, só possíveis a quem tem sentimentos.
Fiquei feliz por cada comentário Vosso, uns dando-me “força”, outros mostrando que compreendiam, e até partilhavam do que escrevi. Pode a escrita não ser perfeita, nem a isso tenho pretensões, mas é seguramente uma escrita que vem de “dentro”.
Os comentários de outros Blogger’s estão obviamente identificados, e os outros, embora anónimos, identifico-os eu… Sei exactamente de quem são!
Até que há uns tempinhos atrás, começaram a “aparecer” comentários anónimos, de índole jocosa e ofensiva, que eu obviamente não aprovei e que pretendiam seguramente perturbar-me a paz.
Ora, como não estou para me dar ao trabalho de os ler para depois apagar, e como não pretendo (pelo menos para já) deixar de escrever, sou forçada a não permitir mais comentários anónimos. Tenho obviamente pena, por não poder continuar a receber comentários daqueles que não estando registados me acarinharam e respeitaram, mas, esses terão concerteza outra forma de "chegar a mim"…

Deixo um beijo e um sorriso a todos os que aqui passaram, e que, gostando ou não do blog, o respeitaram.

Agradeço a todos esses!!

Obrigada :)

Excelente 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

No céu também se ama...


Subo nas asas do falcão. O vento, quente e doce, beija-me o rosto, subtrai-me as memórias, ateia-me a vida.
Voando entre os azuis de um mar calmo e de um céu profundo, sinto o paladar do infinito. Descanso a razão no branco das nuvens que aqui e ali pincelam o céu, e aninho-me nos braços da paz.
Subo mais e mais… Estou a um passo do tecto do mundo…
Então… o falcão pousa no ponto mais alto do cosmos, e eu, em bicos de pés… desenho Amor no Céu.

Acordo… Era um sonho que havia despertado enquanto eu dormia…
O último sonho do ano…
O primeiro dos anos que me restam.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Inch Allah!


O pó do tempo cola-se-te ao corpo, tornando-se lama
Cimenta-te a vida, pregando-te ao chão.
E nem mais um passo te é possível,
Deixas de caminhar… Morre-te o que foste, o que és, e o que nunca serás…
Pereces… encardida, moribunda
Do pó que semeaste!
Cumpre-se a Lei do Eterno Retorno!

No lugar do outro...


A justiça nunca anda descalça…
Calça sempre os “sapatos” do outro!

Una...


Sou…

Duas metades do mesmo sentir,
Unidas pelo desejo de querer
O esquerdo e o direito…
Do mesmo lado!

...


Não escrevo tudo o que sinto...
Mas sinto, tudo o que escrevo!

Inevitável...


Há rosas caídas, nos jardins da memória…
Há memórias caídas, num roseiral...

Busca...


Hoje quero escrever, escrever, escrever, até que me doam os dedos ou até que apodreça esta mágoa em mim.
Calo-me, mas fala o olhar… E as palavras que a boca não diz, soltam-se em gotas do rio dos meus olhos.
Para onde quer que olhe, para onde quer que me vire, tudo desmorona… Como se o mundo fosse um castelo de cartas… e o dia de tempestade.
Tento conter-me, mas nem sempre consigo… e deixo neste meu canto a escrita que me desnuda, quando me despejo em palavras.
Abraço, porém, a minha rota, guiando-me pela bússola da Alma…
Procurando o meu Norte...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Em coma...


Um silêncio que não pedi paira no ar. Já não se ouve a melodia das vozes nem o buliço das máquinas. Assisto, também eu silenciosa, ao coma do que quase foi a minha casa.
Não quero que morra, mas não sou eu quem pode salvá-la… E se morrer, e quando morrer, procurem nos escombros e tentem salvar as gotas de suor, os risos, a alegria e a esperança que lá deixei…

Devolvam-me tudo, para que eu sinta que afinal…

Não foi em vão!

Desaprender!



Somaram-se os dias neste ano que agora finda. Vagarosamente, um após outro, escreveram-me a negro na pele.
Foi um ano em que aprendi pouco e desaprendi muitos e importantes princípios.

Desaprendi, ao aprender em não confiar …
Desaprendi, ao aprender que devo pensar duas vezes antes de presentear alguém…
Desaprendi, ao aprender que palavras como sempre e nunca não devem ser usadas…
Desaprendi, ao aprender o enorme erro que é entregarmo-nos a alguém…
Desaprendi, ao aprender que alguns amigos, nunca o foram…
Desaprendi, ao aprender que, (salvo honrosas excepções), não importa quão bem tratemos as pessoas, sempre haverá um momento em que nos viram as costas…
Desaprendi, ao aprender que existem pessoas realmente más, capazes dos mais hediondos feitos para conseguir o que (não querendo) querem…
Desaprendi, ao aprender que há feridas que deixam cicatrizes indeléveis…
Desaprendi, ao aprender um novo sentimento…
..............
..............
E depois de tanto desaprender... Aprendi a gostar-me mais!

Por ter confiado!
Por ter dado pelo prazer de dar!
Por ter dito sempre e nunca!
Porque me entreguei!
Por ter sido amiga!
Por ter tratado bem!
Por não virar as costas!
Por não ter sido má!
Por não ter ferido!
Por ter Amado!

Vai-te 2008, despeço-me sem saudade!

P’ró ano Quero-me de Volta!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Ser...


Eu… Apenas Eu…
Bastar-me…
Depois… Voar p’ra Ti!


(Haverá melhor forma de me dar por inteiro?)

Remember...?



1.300 dias
31.200 horas
1.872.000 minutos
112.320.000 segundos

(…E foi assim que começou…)



terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Porque é preciso!


Antes que ontem se apague
Que hoje se esgote para sempre
Que seja amanhã por um dia…

Antes do virar das costas
Do avesso do querer
Do arremesso da mágoa…

Antes da dormência nos dedos
Da falência do peito
Do esvaziar da Alma…

Antes do começo de nada…
Depois do fim de tudo…
Abraço-me...

E resgata-se o desejo de viver!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sem rede...


Bastaria um abrir de mão e deixá-lo-ia voar...
Mas é aqui, do lado esquerdo do peito que o preciso. Aqui, onde me aquece o corpo e me mantém a vida. Aqui!
Sossega coração… Não queiras voar tão alto…
Não vão as asas quebrar-se e despedaçares-te no chão…

Se eu fosse Deus, teria posto, ouvidos no coração!

Nascente...


Um fio de água tímido, nasce-me na Alma e agiganta-se em riacho no vale do meu peito.
Deixo-me ir… ao “sabor” ondulante da corrente, viajo sem destino. Vou onde o meu riacho me levar…
Aquietar-me-ei no rio, no Mar, ou simplesmente numa das margens de mim…
Pouco importa p’ra onde vou… Há “coisas” que não são como terminam, são como começam…
O importante é saber que todo o riacho tem uma nascente…
E o meu… Nasce no melhor sítio de mim…

Na Alma!


domingo, 21 de dezembro de 2008

Tributo...


...A Ti...

Pelo arrepio que me deixas na pele...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

...


Toca-me…
Faz-te melodia em mim…
Escuta-te!
(és capaz?)

Essência...


No princípio de mim, eu era terra. Grãos soltos de terra. O céu chorou e fui argila. Em bruto, disforme.
Dei por mim, rodando entre as mãos de um oleiro. Ganhei forma.
No meio de mim, eu era o vaso cor de barro, que alberga a terra e a flor. Ganhei essência.
No percurso de mim, muitas foram as mãos que me moldaram… Mãos de amigos, mãos de amores… Umas tornaram-me escultura, outras devolveram-me à terra. Umas avivaram-me a cor, outras pintaram-me de negro.
Afinal, somos assim… Moldados por todas as mãos que nos tocam a alma.
Neste trajecto de vida, assumi formas diferentes mas fui fiel à essência… Albergo a terra e a flor.
Mudei quem sou… Não mudei o que sou!!

Somos só um...


Passeias-me os dedos no corpo, e uma febre súbita me arrepia a pele. Rendo-me à delícia do teu toque, e cativa de ti me abandono. Já não sou mais minha. Por todo aquele tempo de toques e abraços, deixo de me pertencer, e entrego-te nas mãos a minha vida.
Somos só um, sendo dois!
Os corações sintonizam-se, batem no mesmo compasso, acelerado… sedento… Mistura-se o suor dos corpos, e emana no ar um odor único… irrepetível… Só nosso…
Somos só um, sendo dois!
O calor da tua voz no meu ouvido, os sussurros de desejo, o entrelaçar de mãos, o estremecer do corpo, os gritos de paixão, o atordoar do desejo que despertaremos de novo, o choro da paz… O enlace das Almas...
Somos só um, sendo dois!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Agarra-te!


Submergiste num mar de enganos, julgando mergulhar em águas claras.
E agora, só te sobram as mãos…

Agarra-te!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Vento...



Vento gelado, cortante, feito de gumes de faca e de feridas no corpo. Sopro as mãos e não aquecem… Bolsos?! Não tenho! Romperam-se e esvaziei-me por eles, em ínfimas partículas derramadas pelo chão.


Já o sangue perdeu a cor e o interior se não veste de vermelho…
Fiquei assim… vazia de mim… da cor do vento…

Pobres de Espírito!


São tão fáceis as palavras…
Há quem as diga sem sentido e quem as diga sem sentir, e há até quem faça as duas coisas. E de entre estes há ainda os que têm preferência em “usar” palavras “doces” e os que preferem “usar” palavras que “doem”, mas sempre com o intuito de enganar o “parceiro”, que quando se apercebe que está a ser trapaceado, está quase morto pelo colesterol elevado ou de tal maneira fragilizado que facilmente sucumbe.
Last but not least, temos aqueles do tipo, “faz o que eu digo mas não faças o que eu faço”. Esses são os politicamente correctos, donos de uma correctíssima teoria mas de um desprezível comportamento, e, na minha perspectiva os piores e mais perigosos de todos, já que em dez palavras que proferem, nove e meia são “cenário”.
Eu até pediria a estes espécimes não raros (de onde, obviamente se excluem os que escutam) um pouco mais de respeito com as palavras… Mas tenho consciência que de nada adiantaria…

Pois se nem a eles próprios se respeitam...

Pobres criaturas!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

?


Serão as lágrimas azuis...?
Ou é o Mar o que vejo?

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sede


Sou flor que ninguém rega...
Quero embriagar-me de chuva!

Voo



Não sou pássaro nem borboleta... tenho o peso do meu corpo a proibir-me o voo…
Vou ficar aqui, acalentando o sonho de ser leve e partir para onde o vento me chamar…
Hoje, (ainda) não consegui voar.

Talvez amanhã…

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Untitled


Cresce-me um nó na garganta
Sussurra-me a chuva nos olhos
Congela-se-me o sorriso
Estou entre aqui e lugar nenhum
Sou eu no meio de mim
Sou meia eu
Sou…

Vi-te...


…No esplendor da lua
E ao ver-te… fiz-me noite,
P’ra que habitasses em mim…

...E a transbordar de ti…
Adormeci!

Por vezes...


Toda a vida acontece num abraço!

Lá longe...


…Onde o sol brilha mais forte
E a imensidão se perde,
Deposito o pensamento…
Penso-te… Penso-me…
E ao pensar-nos…
Existimos!

Imaginário...


Partir…
Do exterior de mim

Levantar Voo, planar
Sobrevoar o azul
Aquecer-me ao sol

Chegar…
Ao avesso de mim

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

!...?


Negros dias,
Brancas noites,

E tanta cor por descobrir…

...Eternamente...


Quisera eu agarrar o tempo
Em que estiveste comigo...

Caminhar...


Viro a página, não a rasgo...
Porque em todas as páginas viradas
Está gravada a História de um passado
Que me foi querido
E me vai ensinando agora
O melhor caminho para depois

Isto sim, é caminhar!!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Aqui!


Por dentro das palavras,
De Alma nua, e Peito oco
Ecoa o som de Te querer...

AQUI!

Tens...



Tanto de (A)mar em teus olhos
Que eu... de tanto os pensar...

Tornei-me em espuma.

Tempo...


No deserto do eterno
Peguei um punhado de areia
Inconsistente...
Fugaz...

E baptizei-o de Tempo!

Vermelho...



É vermelho o meu sentir
Feito de seiva e paixão
Cravado a fogo na pele

Como se o sangue me estivesse por fora...